segunda-feira, 3 de maio de 2010

O que é a felicidade? - Parte III: Igualdade

Dormia no colo do infinito
Suspirava feito um menino
Sorria mais que um passarinho
Descansava os olhos à beira do abismo

Quando acordou, sonhou
Assim que correu, gritou
Viajou...

Bonita esperança que o alcançava
Sem perceber, chorava
Lamentava pela sorte acabada
Se voltava para outra estrada

Logo que o amor surgiu, fugiu
Sem entender o que a vida lhe trazia, mentiu
Mas voando em notas musicais
Voltou atrás e amou

Daquele olhar em diante, se redimiu
Não buscou mais o que mentiu
Se tornou cada vez mais feliz

Sua vida estava igual
Não sei ao que, mas se mantinha diferente
As duas margens do rio se encontravam ao fim do dia
E como inocentes amantes, se escondiam
Não buscavam o explícito
Queriam ser corridos

E apesar de tantos anos em esconderijos
Você foi mais forte, mais decidido
Acordando nas manhãs frias e esquecidas
Lutou bravamente todos os dias
E como num par de rimas
Flutuou nos sonhos de sua menina

terça-feira, 27 de abril de 2010

O que é a felicidade? - Parte II: Respeito

Pássaros nadando em riachos
Cães voando no espaço
Peixes correndo com laços
Flores desabrochando com ácidos
Nuvens contendo as lágrimas
Sois se lançando em águas
Amores rasgando as cartas
Dias dormindo as mágoas
Noites acordando fartas

Não se deixe enganar pelas fábulas
Suas orações são levadas ao nada

A beleza que é cobrada nunca será apresentada
O amor que é pensado jamais será formado
A primavera trará o canto aos nossos lábios

quinta-feira, 22 de abril de 2010

O que é a felicidade? - Parte I: Amor

Debruçado em pequenas pedras no campo
Seus suspiros atravessam a brisa em frente as plantas
Nossos pequenos olhos travam abaixo das frestas
Minha boca toca a terra misturada com a grama

O vento que nos toca é simples
O desejo que te move é a dúvida
A carícia que nos acalma é a vida
Tudo que é bonito não custa muito

Espero a chuva acima das nuvens
Cada gota d'água que cai em nós limpa as mentiras
Uma nova pedra sai do meu caminho
Um novo rio me leva ao fascínio

Suas vidas te encontram nas constantes lamúrias
Nossos gritos são tiros de hombridade
Meu perigo é lembrar do ridículo
O que se aproxima de você é a alegria
Os nossos filhos viajando debruçados pelos dias

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Sim, eu sei...

Sim, eu sei que todos os seus desejos são meus
Que a única coisa que eu quero de você é alegria
Que você seja sempre feliz
Tomara que a vida seja generosa e te faça sorrir todos os dias

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Quanto tempo o tempo tem?

Quanta falta de tempo! Quando tinha tempo, não aproveitava, agora que não tenho, sinto falta. O mês mais interessante está longe ainda, mas quando chegar, terei mais tempo para viver. Viver é sinônimo de estudar, aprender. É tão bom pensar que vou ter um tempinho a mais pra fazer isso, sem provas e trabalhos da faculdade. Enquanto esse mês não chega, vou levando a vida somente com tempo para dormir cinco ou seis horas por dia e cuidando de porcos.

Pesquisando novos temas, descobri tanta coisa interessante pra estudar, tanta coisa enriquecedora! Não vejo a hora de chegar o meu mês pra colocar tudo isso em prática. Enfim, por aqui as coisas continuam como sempre. Sem nada nem menos. Sem direita nem esquerda. Não para mim, mas para alguns. Quanto extremismo, que ao final da roda, se vira para o lado contrário, não?

Muitas vozes, muitos sorrisos, muitos ombros... Mas nada de amor! Vamos amar um pouco mais, gente. O amor está em falta nesses tempos. Aliás, outro dia me perguntaram: "O que te faz feliz?". Em meio a respostas do tipo: "Dinheiro e sexo" ou "Banho quente e cama", pensei um pouco, mas não muito, e respondi: "Amor, respeito e igualdade".

Me chamam de mentiroso e falso por dizer isso, mas não sei explicar, é só um sentimento, uma vontade. E por falar em revolta, uns tempos atrás quase me condenaram à forca quando eu disse que não queria enriquecer. Será tão estranho assim não querer ter mais do que os outros? Será tão estranho assim não querer ter menos do que os outros? Ou ainda, será tão estranho assim querer ser a igual a todos? Mas não confundam igualdade com falta de personalidade. Cada um pode e deve ter sua própria personalidade, mas para isso, não ser mais nem menos do que ninguém.

Nossa, fazia tempo que eu não postava aqui no blog, né? Ando sem tempo mesmo! Mas prometo à mim mesmo que postarei com mais freqüencia. Devo isso pra mim mesmo. E pra vocês também, meia dúzia de amigos que dedicam um pouquinho do seu tempo lendo meus escritos.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Homenagem à mulher

Apesar de toda luta e de todo sofrimento
Mesmo com todas as forças e fraquezas
A mulher é capaz de amar
Se coloca à disposição da vida
E a enfrenta com toda a beleza que lhe é atribuída

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Cheias de sentimentos
Dominam as emoções como ninguém
Entendem as pessoas de uma forma diferente
Nos ensinam todos os dias a amar a vida

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Com o passar dos anos vai mudando
Se tornando cada vez mais viva e livre
O seu exemplo de vida é inspirador
Nada mais justo do que comemorar todos os dias o seu dia

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As mulheres olham o mundo de cima
Não se rendem às dificuldades
Estão sempre andando pra frente
Quanto mais as vemos, mais aprendemos

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Mulher é sinônimo de amor, de luta
Está no topo de qualquer escadaria
Sempre de cabeça erguida e com brilho nos olhos
É composta de força e alegria
Nunca se rende às dores da vida

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Devaneios

Que vontade incontrolável é essa? Viajo por vários mundos, me perco cada vez mais em minhas próprias ambições, não queria depender de um produto, mas a razão não me deixa escolher. Olho firme em direção ao destino e imagino tudo que preciso. E para chegar ao que preciso, preciso me render a outras luas, das quais eu não preciso. Mas acabo precisando.

Todos os dias ao levantar da cama, vejo que nada está como eu gostaria. Nada tão sério, mas apenas tenho desejos. Não me anima acordar de manhã e ver meu cabelo todo pra cima, parecendo um maluco, com a barba grande e o olho inchado. Não me anima. Sinto vontade de mergulhar no meu travesseiro e não sair de lá até que falte o ar pra respirar. O ar que respiro também não é mais o mesmo. Cheio de peso e tristeza, que nem se compara ao ar verde que eu respirava antes de me encolher nessa grande cidade. Como se encolher numa grande cidade? Simples: acordando todos os dias e vendo no espelho sua pior faceta. Mas é claro, nada é tão dramático assim...

Me falta dinheiro. Dinheiro que parece fugir junto com minhas oportunidades de consegui-lo. Mas enfim, é a vida. Vida que poderia ser mais bonita. Ou estou sendo mais uma vez dramático? Sou assim mesmo, cheio de frescuras e desafetos. Mas entendam, não estou falando de pessoas. A única pessoa tratada nesse texto sou eu mesmo.

Sempre eu... Que merda! As vezes canso de mim mesmo, de ver como sempre acordo do mesmo jeito e me olho em frente ao espelho. Como um sanduíche, tomo refrigerante, de vez em quando uma cerveja... Ah, não posso me esquecer que as vezes tento ser músico também. Na verdade, isso é mais realista do que as outras coisas com que apenas sonho, isso é uma realidade. Gosto de escrever também, mas admito que tenho escrito muito pouco esses tempos. Culpa do meu próprio ócio? Sim! Não ter o que fazer me traz uma vontade de não fazer nada que vocês não imaginam. Sou praticamente um pedaço de pizza no fundo da geladeira.

Vocês já estão cansados de ler sobre mim, eu sei... Eu já estou cansado de mim mesmo. Posso me tornar um traficante, um cafetão ou até mesmo um garoto de programa, tenho vastas opções. Mas não sei, acho melhor ficar no campo da música e da escrita. Sei lá, acho mais legal pra mim. Não que as outras opções sejam ruins, mas... Preciso de uma carona. Qualquer lugar que você queira ir pra mim já serve de inspiração. Qualquer estrada que eu não saiba o final, qualquer lugar que me faça sentir em casa, como nos velhos tempos.