sábado, 10 de dezembro de 2011

À margem do rio

Bomba
Bomba
Bomba
De sorriso

Sereno e cheio de vida
Menino protegido

Afeto ao olhinho puxado
À história de tantos meninos

Fez-se o sonho de todo um povo
Cada sorriso pequenino
Cada carinho ao lado vizinho

O amor
A paz
À margem do rio
A brincadeira
O sentido
Em brincar de ser menino

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Horizonte de instante

Tenho saudades de algumas situações perdidas no tempo. As lembranças voltam com um frescor insistente, quase irritante. É bom relembrar. Mas, ao mesmo tempo, há tanta coisa lá na frente, naquele horizonte azul. E eu, por agora, sinto que estou exatamente no meio do caminho. Falta só um pouquinho...

domingo, 30 de outubro de 2011

Into

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Chuva de sol

Cada fio de água que deslizava pelo vidro pintava uma nova caricatura de sentimento bonito. E eu ali, estático e sem poder de reação, observava a sombra que ia pintando o chão. Um pouco de frio mas nem tanto, um tiquinho de paz mas nem tanto, uma expressão de afeto derramada na janela.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Festa do dia

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Pequena mancha no tempo

Lembro-me do meu pai dizendo que, quando surgissem pequenas manchas brancas nas minhas unhas, eu ganharia um presente. Era assim mesmo, cada mancha em cada unha significava um presente. Naquela época, as tais manchas apareciam sempre, e isso me deixava bastante animado. Com o passar dos anos, as manchas foram tornando-se cada vez mais raras, até chegar num ponto em que nunca mais apareceram. Ontem à noite, um dia mais triste que o normal, só que mais normal que todos os outros dias de todos os outros anos, a tal mancha apareceu. Qual será o meu presente? Talvez voltar um pouco no tempo? Resgatar um tanto daquela alegria corriqueira? Tomara.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Mesmo acaso

Às vésperas da chuva, decidiram correr um pouco pela praia. A água batia nas canelas e subia. A areia pulava e deitava perto de onde as ondas derramavam. O sol já se encontrava tímido, quase atrás das montanhas que ficavam lá longe. O vermelho predominava nos fortes e últimos raios. As gargalhadas ecoavam com a ajuda das conchas. Eles se enroscaram e cairam abraçados, até meio grudados demais. No instante seguinte, a água veio e cobriu os corpos, trazendo consigo areia e um pouco de carinho. Eles se sentiam à vontade com a água cobrindo seus corpos. Parecia que o dia havia acabado de começar e estaria longe de terminar. Eles se beijaram demoradamente e, de uma forma natural, começaram a sentir a pele um do outro cada vez mais aquecida. Ficaram ali por um bom tempo, até que, finalmente, o sol deu lugar às estrelas. Eram muitas naquele céu, todas bem espalhadas, pareciam até um sonho bom. Decidiram mergulhar e perceberam que todo aquele pedaço de mar estava explicitamente oferecido à eles. Pularam, mergulharam, se empurraram e se abraçaram. Quando sossegaram um pouco, perceberam que estavam mais do que abraçados, estavam ligados. A água batia na altura dos joelhos dele e na altura da cintura dela. Ela apoiou a cabeça no ombro dele e se confortou. Ele apoiou a cabeça em cima da cabeça dela, quase massageando seus longos e molhados cabelos. Nem deram falta da vida, só estavam ali, juntos, em mais um de tantos momentos que eles mesmos chamavam de "pessoais demais".