domingo, 8 de novembro de 2009

Atlântida

Sob os pés descalços de cansaço
Viaja um velho lunático
Carrega sua bolsa cheia de relatos
Antecipa a opinião dos fracos

De bar em bar vende suas histórias
Ao fundo, uma imagem para Hollanda
Olha para o chão por culpa das costas
Anda tão devagar que quase não se nota
Observa cada pessoa desatenta com a beleza
Com a beleza de quem enxerga um mundo diferente

Submerso em suas verdades
Questiona as nossas mentiras
Sugere que Deus seja o grande causador
Da escuridão, do medo
E deixa claro que é um grande vulcão em erupção

Com seu olhar pobre
Que só é pobre para os pobres
Desafia a insanidade contida
Respira a inseguraça coletiva
Termina com o sorriso da luta vencida

Depois de erguer os ombros em busca de fé
Pisa nas poesias reflexivas
Olha de canto para quem se senta no balcão
E profere uma alegria jamais vista
Um sentimento de felicidade que atravessa a avenida
Que passa pelos sambistas com máxima maestria

Se consome em gargalhadas dos copos na calçada
Exala esperança como o brilho de uma fada
Nos faz acreditar numa sanidade alterada

Olha para o céu e sonha com suas asas
Tira os pés do chão com sua leveza extraordinária
Dorme com as estrelas guiando sua jornada

2 comentários:

Thata Diacronia disse...

uou!!
Acho que saquei pq ele é o seu preferido. Nunca mais olharei para essas pessoas do mesmo modo.

Parabens querido ^^

b-jok

J. Cardin disse...

qual é a estrela que te guia?

passa lá no fanfantasie... acho que vai gostar.

escritor favorito!