Apesar de toda luta e de todo sofrimento
Mesmo com todas as forças e fraquezas
A mulher é capaz de amar
Se coloca à disposição da vida
E a enfrenta com toda a beleza que lhe é atribuída
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Cheias de sentimentos
Dominam as emoções como ninguém
Entendem as pessoas de uma forma diferente
Nos ensinam todos os dias a amar a vida
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Com o passar dos anos vai mudando
Se tornando cada vez mais viva e livre
O seu exemplo de vida é inspirador
Nada mais justo do que comemorar todos os dias o seu dia
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As mulheres olham o mundo de cima
Não se rendem às dificuldades
Estão sempre andando pra frente
Quanto mais as vemos, mais aprendemos
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Mulher é sinônimo de amor, de luta
Está no topo de qualquer escadaria
Sempre de cabeça erguida e com brilho nos olhos
É composta de força e alegria
Nunca se rende às dores da vida
sexta-feira, 5 de março de 2010
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Devaneios
Que vontade incontrolável é essa? Viajo por vários mundos, me perco cada vez mais em minhas próprias ambições, não queria depender de um produto, mas a razão não me deixa escolher. Olho firme em direção ao destino e imagino tudo que preciso. E para chegar ao que preciso, preciso me render a outras luas, das quais eu não preciso. Mas acabo precisando.
Todos os dias ao levantar da cama, vejo que nada está como eu gostaria. Nada tão sério, mas apenas tenho desejos. Não me anima acordar de manhã e ver meu cabelo todo pra cima, parecendo um maluco, com a barba grande e o olho inchado. Não me anima. Sinto vontade de mergulhar no meu travesseiro e não sair de lá até que falte o ar pra respirar. O ar que respiro também não é mais o mesmo. Cheio de peso e tristeza, que nem se compara ao ar verde que eu respirava antes de me encolher nessa grande cidade. Como se encolher numa grande cidade? Simples: acordando todos os dias e vendo no espelho sua pior faceta. Mas é claro, nada é tão dramático assim...
Me falta dinheiro. Dinheiro que parece fugir junto com minhas oportunidades de consegui-lo. Mas enfim, é a vida. Vida que poderia ser mais bonita. Ou estou sendo mais uma vez dramático? Sou assim mesmo, cheio de frescuras e desafetos. Mas entendam, não estou falando de pessoas. A única pessoa tratada nesse texto sou eu mesmo.
Sempre eu... Que merda! As vezes canso de mim mesmo, de ver como sempre acordo do mesmo jeito e me olho em frente ao espelho. Como um sanduíche, tomo refrigerante, de vez em quando uma cerveja... Ah, não posso me esquecer que as vezes tento ser músico também. Na verdade, isso é mais realista do que as outras coisas com que apenas sonho, isso é uma realidade. Gosto de escrever também, mas admito que tenho escrito muito pouco esses tempos. Culpa do meu próprio ócio? Sim! Não ter o que fazer me traz uma vontade de não fazer nada que vocês não imaginam. Sou praticamente um pedaço de pizza no fundo da geladeira.
Vocês já estão cansados de ler sobre mim, eu sei... Eu já estou cansado de mim mesmo. Posso me tornar um traficante, um cafetão ou até mesmo um garoto de programa, tenho vastas opções. Mas não sei, acho melhor ficar no campo da música e da escrita. Sei lá, acho mais legal pra mim. Não que as outras opções sejam ruins, mas... Preciso de uma carona. Qualquer lugar que você queira ir pra mim já serve de inspiração. Qualquer estrada que eu não saiba o final, qualquer lugar que me faça sentir em casa, como nos velhos tempos.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Tímida companhia
Olhando pro sol no calor do mar
As nuvens se desfazem com o brilho do luar
As ondas correm e sobem no meu peito
O vento frio congela os meus dedos
Toda a sensação de paz atravessa o meu corpo
Parte da minha alma reencontra o descanso
Meus pés pisam nessa terra flácida
Meus olhos fitam aquela beleza estampada
Uma beleza que não se compara às suas palavras
Palavras que são cada vez mais claras
Clareza com que enxergo sua risada
Risada que se mostra cada dia mais viva
Vida que se aproxima mais da minha
Sempre uma carícia feminina aquecendo o meu dia
Observando a alegria coletiva
Um desejo louco por uma nova vida
Cercado por sorrisos e abraços
Apenas me contentaria com sua voz tímida
Me permitiria esquecer da vida
Se permitiria abusar da bebida
Só pensaríamos na nossa alegria
Conto os dias para voltar no tempo
Lanço minha angústia numa garrafa de vinho
Mas logo mais o tempo terá voltado
Tudo será novamente iniciado
Nossas mãos estarão entrelaçadas e interligadas como sempre desejaram
domingo, 27 de dezembro de 2009
Olhos fechados
Quando acordei, antes de abrir os olhos
Chamei pelo seu nome
Sempre acostumada a te ver por aqui
Nessa noite não te vi sorrir
Justo nessa noite em que palavras eram apenas um desejo
E que os sonhos não passavam de brinquedos
Acho que gosto de você
Acho que seu sorriso já alimentou o meu ser
Só consigo pensar num horizonte em preto e branco
Onde nós andávamos pelas ruas sem engano
Que escrevíamos no céu todo nosso encanto
Quando dormi, depois de fechar os olhos
Sua voz me buscava em meus prantos
Seus toques me levavam a outro plano
Nossas mãos estavam juntas como há tantos anos
Sou como a gota de orvalho que escorre sob uma planta
Entro na sua vida como uma frase perdida
Apenas quero que saiba que a vida começou a ser bonita
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Asas
O vento não toma seu pensamento
As águias não enxergam seus medos
A luz não absorve seu contexto
A brisa arrepia seus lampejos
As estrelas enfeitam suas histórias
Te forçam a acreditar naquela velha história
Mas você, como a lua, ilumina a esperança
E não deixa a luz te tocar com a lembrança
De que tudo tem que ser como antes
De que as estrelas dependem do seu sangue
Enquanto a lua se aquece do sol e do brilho das estrelas
Um pássaro sai do ninho para mudar esse contexto
Ele ouve, atento, todos os contos da noite
E vai até a lua, mesmo sem ter o alcance
De frente para as estrelas, ele cria coragem e começa a voar
Enfrenta todos os ventos, todas as chuvas, todas as luzes
Mas não desiste até tocar o seu par
Por fim, as asas se fecham de cansaço
Caem no espaço como um cego
Mas antes de fechar os olhos
O pássaro é puxado
Fica de frente com o pecado
Arranca um beijo da lua no céu estrelado
domingo, 8 de novembro de 2009
Atlântida
Sob os pés descalços de cansaço
Viaja um velho lunático
Carrega sua bolsa cheia de relatos
Antecipa a opinião dos fracos
De bar em bar vende suas histórias
Ao fundo, uma imagem para Hollanda
Olha para o chão por culpa das costas
Anda tão devagar que quase não se nota
Observa cada pessoa desatenta com a beleza
Com a beleza de quem enxerga um mundo diferente
Submerso em suas verdades
Questiona as nossas mentiras
Sugere que Deus seja o grande causador
Da escuridão, do medo
E deixa claro que é um grande vulcão em erupção
Com seu olhar pobre
Que só é pobre para os pobres
Desafia a insanidade contida
Respira a inseguraça coletiva
Termina com o sorriso da luta vencida
Depois de erguer os ombros em busca de fé
Pisa nas poesias reflexivas
Olha de canto para quem se senta no balcão
E profere uma alegria jamais vista
Um sentimento de felicidade que atravessa a avenida
Que passa pelos sambistas com máxima maestria
Se consome em gargalhadas dos copos na calçada
Exala esperança como o brilho de uma fada
Nos faz acreditar numa sanidade alterada
Olha para o céu e sonha com suas asas
Tira os pés do chão com sua leveza extraordinária
Dorme com as estrelas guiando sua jornada
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Vidas passadas
Já confundo realidade com sonhos
Troco amor por contos
Esqueço do real fazendo planos
Acredito na morte como descanso
Aceito a tristeza latejante
Escondo minha fé como pane
Abaixo a cabeça um instante
Aceito a luz dominante
Perco seu carinho, mas continuo aceitando o vinho
Piso nos seus ombros até alcançar o brilho
Retomo minha vida de redemoinhos
Fujo dos braços que um dia me abraçaram
Olho para trás e desafio o pecado
Apenas me diga onde está o fraco
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